domingo, 7 de dezembro de 2014

A Polícia e a Sociedade

                                   Abuso de Poder 


   Hoje em dia é muito comum vermos jovens sendo abordados,pela policia quando os mesmos entendem que tenha um motivo para tal abordagem. Porém, muitos jovens hoje dizem que já sentiram que a polícia abusou do poder que lhe é cabível . Em uma abordagem o cidadão deve respeitar a polícia que está praticando o ato.
 Como vários outros atos administrativos, possui os atributos da imperatividade, coercibilidade e auto-executoriedade, isto é, impõe-se de forma coercitiva, independentemente de concordância do cidadão, e são realizadas de ofício.(trecho do artigo Mariana Maciel de Carvalho).
 Dois jovens, que trabalham como motoboys e entregadores de pizza  foram abordados pela policia, enquanto fazia entrega na Estrada São Pedro de Alcântara, na zona Oeste do Rio de Janeiro.Segundo os jovens, assim que passaram pela estrada, foram abordados , por soldados militares da área , e foram informados que naquela região , onde encontra-se uma grande concentração de quartéis, estavam ocorrendo assaltos. Os jovens mostraram indignação, pois aquela deveria ser uma área com total segurança para os que transitam.   Felippe Gomes, jovem de 19 anos  e motoboy,afirma que logo após ter sido avisado pelos soldados, foi ao local onde a pizza deveria ser entregue, e quando voltaram , ele e seu ajudante foram abordados pela polícia de forma bastante agressiva , recebendo pontapés e empurrões.  Eles alegaram que a polícia, não pediu seus documentos, ou fizeram uma abordagem de acordo com os preceitos técnicos de uma abordagem coerente.
 Esse abuso vem acontecendo também com motoristas de frota de vans. Segundo um desses motoristas, a polícia o abordou e pediu os documentos, quando o mesmo lhe entregou a pasta, a polícia informou que o documento o qual eles se referiam não eram aqueles , e sim, uma "pequena ajuda na ceia de natal". Dinheiro !
   
    No entanto, muitas vezes a polícia acaba inferindo os princípios constitucionais individuais do cidadão, quando ultrapassam seus limites em uma abordagem.
    De acordo com alguns jovens do Bairro de Realengo, a polícia acaba passando ,sim, dos limites, e os tratam como como se fossem bandidos, alegando que alguns usam a força física de forma abusiva,os fazendo passar por humilhações nas ruas. - A polícia já nos aborda apontando a arma pra nossa cara, gritando. Disse um dos jovens durante uma conversa.
A polícia precisar, fazer seu papel perante a sociedade, levando ao jovem, ao adulto, total segurança e não causar medo nos cidadão, como diz o artigo abaixo:
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 28.12.1966).
   E não é só nas ruas de comunidades que o tal abuso de poder ocorre, durante as manifestações, em 2013. Jovens manifestantes, alegaram ter sido vítimas do abuso de poder do policias durantes a manifestações no Centro do Rio.
  No ano de 2011,um policial militar foi investigado pelo Ministério Público, após ter acionado spray de pimenta contra uma criança, em frente a prefeitura de Niterói durante uma manifestação.
  A polícia devem sim, cumprir o seu trabalho, porem respeitando seus limites, para que não ocorra situações que fujam dos princípios da sociedade.  Uma abordagem abusiva de um policial pode quando ultrapassando esses limites, pode configurar uma conduta lesiva ao cidadão, e consequentemente algum tipo penal.

 Escrito por Luiz Augusto Vianna Teixeira

  



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fotojornalismo

                         Fotojornalismo : sentimentos ou profissionalismo

   Durante uma aula no curso de Operador de Câmera, no Senac, no Rio de Janeiro. Foi-se comentado a foto de Kevin Carter, um fotojornalista sul-africano, que após ter registrado a foto de um menino no Sudão do Sul, perceptivelmente sendo vítima da fome e da miséria no Sudão. Logo atrás do menino um abutre de capuz ,uma espécie de pássaro que semelhante a urubus pousou perto do menino, mostrando que a qualquer momento aquele menina poderia ser “comida” para aquele pássaro.
  Muitos alunos do curso criticaram a foto de Kevin Carter, alegando que ao invés do fotojornalista ajudar o menino, ele preferiu tirar um foto que chocasse o mundo. As opiniões, foram bastante distintas. Um dos alunos , alegou que Carter jamais deveria ter tirado uma foto daquele tipo,pois aquilo ultrapassa os limites do que é o fotojornalismo, pois aquilo é um situação onde a comoção deveria vir em primeiro lugar. Outra parte dos alunos , foram contra, e alegaram que Kevin é um profissional na fotografia,e dentre isso não poderia utilizar dos sentimentos aflorados quando se está realizando um trabalho. É que com essa foto divulgada, ele ganhou diversos prêmios,e muitas autoridades poderiam se comover com tal retrato. Kevin durante uma entrevista deu uma declaração sobre a repercussão que sua foto tomou diante da mídia .
   Kevin foi muito criticado e vitima de revolta por muitos da sociedade. Vitima de opiniões opostas. O jornal St. Petersburg Times, da Flórida, de acordo do o site Wikipédia,disse sobre Carter: "O homem ajustando suas lentes para capturar o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, um outro urubu na cena."Toda essa repercussão levou Carter a se suicidar, no dia  27 de julho de 1994.
  “Estou deprimido ... sem telefone ... dinheiro para o aluguel ... dinheiro para sustentar as crianças ... dinheiro para dívidas ... dinheiro! ... Estou assombrado pelas vívidas memórias de mortes e cadáveres e raiva e dor ... de morrer de fome ou de crianças feridas, de loucos com dedos no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos assassinos ... eu tinha que ter ido junto com Ken (Ken Oosterbroek, seu colega fotógrafo que havia falecido há pouco tempo) se eu tivesse a mesma sorte."
 Até hoje muitas pessoas dividem opinião sobre esse fato . Se realmente o profissionalismo deva vir sempre a frente do sentimentalismo.A sociedade possui um comportamento muito relativo diante das situações, cada um possui um percepção, o que é certo para um cidadão , pode ser errado para outro.Tudo depende do seu estilo de vida, da sua cultura e da sua educação. Médicos , professores, peritos criminais , precisam ter um grande controle emocional, diante do que enfrenta ao longo dos dias suas profissões. Durante o programa profissão repórter,da emissora rede globo, um perita disse já está acostumada ver pessoas mortas, e quando vai a um enterro , até mesmo de um familiar, não fica tão comovida. São profissões que se o profissional se entregar emocionalmente, pode acabar tendo sua vida desestruturada,os levando a depressão.   Sim,eles são envolvidos por sentimentos,sim. Porem se entrarem dentro daqueles que historias, que de alguma forma não são suas, podem acabar não conseguindo ajudar as pessoas que precisam do trabalhos deles. Se todos os médicos desistissem de operar as pessoas, pelo risco que elas morrem, correríamos um risco maior. Se não existisse o fotojornalismo, como cada cidadão do mundo iria se  entender e entender o próximo.  O individuo cria suas própria forma de viver a partir do que ele vê diante da sociedade.
 De acordo com o site "casa das focas", o menino da foto veio a falecer 5 anos depois,por conta de um febre alta.
Fotografia de Kevin Carter

 Escrito por Luiz Augusto Vianna Teixeira
 Publicado no dia 06/12/2014
 Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter
           http://www.casadosfocas.com.br/kevin-carter-e-a-polemica-foto/

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Rio de Janeiro continua lindo ?

        A falta de segurança no Centro do Rio de janeiro

 A cidade do  Rio de Janeiro, conhecida por a cidade maralhavilhosa, encontra-se a cada dia com um desfalque  em sua segurança. O morador da cidade, acaba saindo de casa, com muito medo de que possa ocorrer alguma situação de violência.
No dia 1 de dezembro de 2013,  o jovem Conrado Chaves, morador de Realengo, bairro localizado na zona Oeste , do Rio de Janeiro. Foi até o Bairro da Lapa, em uma Boate , comemorar a despedida de um colega de trabalho.  Assim que saiu da festa ,e foi pegar o ônibus, na  Avenida Chile, também no Centro do Rio. Conrado foi abordado por um morador, que o logo após o atingiu com uma faca, levando-lhe a óbito logo em seguida. A Emissora Rede Record,teve acesso as imagens  das câmeras de segurança do local e  divulgou em seus telejornais o momento em que o jovem é atacado por um morador de rua. O Morador de rua , era um usuário de crack , e já possui mandado de busca, pois já havia matado outra pessoa.
 A violência , está se expandindo cada vez mais. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), a violência no Estado, mata mais pessoas do que doenças. O Estado acaba deixando muitas áreas de risco,de lado.  A Lapa é um bairro bem frequentado, pessoas de vários países veem a Lapa com um dos principais lugares para conhecer em suas visitas ao Brasil, no Rio de Janeiro. Logo após o ocorrido com o jovem Corando, morto próximo a uma cabine da Policia Militar do Rio de Janeiro, a segurança da Lapa foi reforçada, e carros da policia já circulavam pelo local, de acordo com a mídia.
 O Jovem carioca, o idoso carioca, estão perdendo a cada dia sua liberdade de andar pelas próprias ruas de sua cidade. A cada canto do Centro do Rio de Janeiro, vemos usuários de drogas e moradores de ruas, que nos param nas ruas, pedindo nossos pertences e até amesmo nos roubando. Foi o que ocorreu ao vivo durante um telejornal da rede Globo, onde um morador de rua rouba o cordão de uma senhora durante a reportagem.
Os arrastões são frequentes pelo centro da cidade. Lá jovem menores de idade, andam em grupos e atacam pessoas , munidos de objetos cortantes, muitas vezes usam facas. Patricia uma jovem , estudante de jornalismo, foi atacada por um bando de menores, enquanto aguardava em um ponto de ônibus, na avenida Rio Branco.Patricia não teve seus objetos roubados,pois conseguiu fugir do grupo, arriscando sua vida.
Os assaltos que estão ocorrendo na Avenida, estão deixando os que trabalham nessas localidades, em estado de choque. Já que os assaltos acabam acontecendo durante o horário em que todos estão saindo da sua jornada de trabalho diária.

 Infelizmente acabamos perdendo a credibilidade e a alegria do nosso estado
por conta de tanta violência e criminalidade. Hoje vivemos em uma sociedade onde cidadãos cariocas e seus respectivos hóspedes vivem com medo do que possa ocorrer com eles. Toda aquela alegria de se divertir e de conhecer mais um pouco de nossa cidade maravilhosa se transformou em medo dos montes de adultos , crianças e adolescentes que estão apostos para assaltar o primeiro que possa "dar bobeira".
 A segurança pública do estado do Rio de Janeiro tenta acalmar a todos nos mostrando todos os números de policiais apostos nas ruas para fazer a segurança, porém o resultado não tem sido positivo, pois as mudanças não tem ocorrido conforme o esperado.

 Outro fator que chama bastante atenção é a diminuição de consumo de turistas nas noites da lapa. Com o aumento da violência tivemos um numero considerado inferior quando o assunto é consumo, pois sabemos que as noites da lapa,principalmente no carnaval são as que mais vendem, porém com todos estes furtos e roubos a diminuição tem sido considerável, segundo os donos dos bares, boates e botequins localizados no bairro.
  Os cariocas e turistas não aguardam por carros reluzentes ou por apenas policiais que se movimentam a todo instante, mas sim por uma segurança que funcione e que seja eficaz.

Foto : Estefan Radovicz / Agência O Dia
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Escrito por Luiz Augusto Vianna Teixeira
Data de publicação: 05/12/2014