sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fotojornalismo

                         Fotojornalismo : sentimentos ou profissionalismo

   Durante uma aula no curso de Operador de Câmera, no Senac, no Rio de Janeiro. Foi-se comentado a foto de Kevin Carter, um fotojornalista sul-africano, que após ter registrado a foto de um menino no Sudão do Sul, perceptivelmente sendo vítima da fome e da miséria no Sudão. Logo atrás do menino um abutre de capuz ,uma espécie de pássaro que semelhante a urubus pousou perto do menino, mostrando que a qualquer momento aquele menina poderia ser “comida” para aquele pássaro.
  Muitos alunos do curso criticaram a foto de Kevin Carter, alegando que ao invés do fotojornalista ajudar o menino, ele preferiu tirar um foto que chocasse o mundo. As opiniões, foram bastante distintas. Um dos alunos , alegou que Carter jamais deveria ter tirado uma foto daquele tipo,pois aquilo ultrapassa os limites do que é o fotojornalismo, pois aquilo é um situação onde a comoção deveria vir em primeiro lugar. Outra parte dos alunos , foram contra, e alegaram que Kevin é um profissional na fotografia,e dentre isso não poderia utilizar dos sentimentos aflorados quando se está realizando um trabalho. É que com essa foto divulgada, ele ganhou diversos prêmios,e muitas autoridades poderiam se comover com tal retrato. Kevin durante uma entrevista deu uma declaração sobre a repercussão que sua foto tomou diante da mídia .
   Kevin foi muito criticado e vitima de revolta por muitos da sociedade. Vitima de opiniões opostas. O jornal St. Petersburg Times, da Flórida, de acordo do o site Wikipédia,disse sobre Carter: "O homem ajustando suas lentes para capturar o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, um outro urubu na cena."Toda essa repercussão levou Carter a se suicidar, no dia  27 de julho de 1994.
  “Estou deprimido ... sem telefone ... dinheiro para o aluguel ... dinheiro para sustentar as crianças ... dinheiro para dívidas ... dinheiro! ... Estou assombrado pelas vívidas memórias de mortes e cadáveres e raiva e dor ... de morrer de fome ou de crianças feridas, de loucos com dedos no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos assassinos ... eu tinha que ter ido junto com Ken (Ken Oosterbroek, seu colega fotógrafo que havia falecido há pouco tempo) se eu tivesse a mesma sorte."
 Até hoje muitas pessoas dividem opinião sobre esse fato . Se realmente o profissionalismo deva vir sempre a frente do sentimentalismo.A sociedade possui um comportamento muito relativo diante das situações, cada um possui um percepção, o que é certo para um cidadão , pode ser errado para outro.Tudo depende do seu estilo de vida, da sua cultura e da sua educação. Médicos , professores, peritos criminais , precisam ter um grande controle emocional, diante do que enfrenta ao longo dos dias suas profissões. Durante o programa profissão repórter,da emissora rede globo, um perita disse já está acostumada ver pessoas mortas, e quando vai a um enterro , até mesmo de um familiar, não fica tão comovida. São profissões que se o profissional se entregar emocionalmente, pode acabar tendo sua vida desestruturada,os levando a depressão.   Sim,eles são envolvidos por sentimentos,sim. Porem se entrarem dentro daqueles que historias, que de alguma forma não são suas, podem acabar não conseguindo ajudar as pessoas que precisam do trabalhos deles. Se todos os médicos desistissem de operar as pessoas, pelo risco que elas morrem, correríamos um risco maior. Se não existisse o fotojornalismo, como cada cidadão do mundo iria se  entender e entender o próximo.  O individuo cria suas própria forma de viver a partir do que ele vê diante da sociedade.
 De acordo com o site "casa das focas", o menino da foto veio a falecer 5 anos depois,por conta de um febre alta.
Fotografia de Kevin Carter

 Escrito por Luiz Augusto Vianna Teixeira
 Publicado no dia 06/12/2014
 Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter
           http://www.casadosfocas.com.br/kevin-carter-e-a-polemica-foto/

Nenhum comentário:

Postar um comentário