Fotojornalismo
: sentimentos ou profissionalismo
Durante
uma aula no curso de Operador de Câmera, no Senac, no Rio de Janeiro. Foi-se
comentado a foto de Kevin Carter, um fotojornalista sul-africano, que após ter
registrado a foto de um menino no Sudão do Sul, perceptivelmente sendo vítima
da fome e da miséria no Sudão. Logo atrás do menino um abutre de capuz ,uma
espécie de pássaro que semelhante a urubus pousou perto do menino, mostrando
que a qualquer momento aquele menina poderia ser “comida” para aquele pássaro.
Muitos
alunos do curso criticaram a foto de Kevin Carter, alegando que ao invés do
fotojornalista ajudar o menino, ele preferiu tirar um foto que chocasse o
mundo. As opiniões, foram bastante distintas. Um dos alunos , alegou que Carter
jamais deveria ter tirado uma foto daquele tipo,pois aquilo ultrapassa os
limites do que é o fotojornalismo, pois aquilo é um situação onde a comoção
deveria vir em primeiro lugar. Outra parte dos alunos , foram contra, e
alegaram que Kevin é um profissional na fotografia,e dentre isso não poderia
utilizar dos sentimentos aflorados quando se está realizando um trabalho. É que
com essa foto divulgada, ele ganhou diversos prêmios,e muitas autoridades
poderiam se comover com tal retrato. Kevin durante uma entrevista deu uma
declaração sobre a repercussão que sua foto tomou diante da mídia .
Kevin foi muito criticado e
vitima de revolta por muitos da sociedade. Vitima de opiniões opostas. O
jornal St. Petersburg Times, da Flórida, de acordo do o site
Wikipédia,disse sobre Carter: "O homem ajustando suas lentes para capturar
o enquadramento exato daquele sofrimento poderia muito bem ser um predador, um
outro urubu na cena."Toda
essa repercussão levou Carter a se suicidar, no dia 27 de julho de
1994.
“Estou
deprimido ... sem telefone ... dinheiro para o aluguel ... dinheiro para
sustentar as crianças ... dinheiro para dívidas ... dinheiro! ... Estou
assombrado pelas vívidas memórias de mortes e cadáveres e raiva e dor ... de
morrer de fome ou de crianças feridas, de loucos com dedos no gatilho, muitas
vezes policiais, carrascos assassinos ... eu tinha que ter ido junto com Ken (Ken Oosterbroek, seu colega fotógrafo que havia falecido há
pouco tempo) se eu tivesse a mesma sorte."
Até hoje muitas pessoas dividem opinião sobre
esse fato . Se realmente o profissionalismo deva vir sempre a frente do
sentimentalismo.A sociedade possui um comportamento muito relativo diante das
situações, cada um possui um percepção, o que é certo para um cidadão , pode
ser errado para outro.Tudo depende do seu estilo de vida, da sua cultura e da
sua educação. Médicos , professores, peritos criminais , precisam ter um grande
controle emocional, diante do que enfrenta ao longo dos dias suas profissões. Durante
o programa profissão repórter,da emissora rede globo, um perita disse já está
acostumada ver pessoas mortas, e quando vai a um enterro , até mesmo de um
familiar, não fica tão comovida. São profissões que se o profissional se
entregar emocionalmente, pode acabar tendo sua vida desestruturada,os levando a
depressão. Sim,eles são envolvidos por sentimentos,sim. Porem
se entrarem dentro daqueles que historias, que de alguma forma não são suas,
podem acabar não conseguindo ajudar as pessoas que precisam do trabalhos deles.
Se todos os médicos desistissem de operar as pessoas, pelo risco que elas
morrem, correríamos um risco maior. Se não existisse o fotojornalismo, como
cada cidadão do mundo iria se entender e entender o próximo. O
individuo cria suas própria forma de viver a partir do que ele vê diante da
sociedade.
De acordo com o site "casa das focas", o menino da foto veio a falecer 5 anos depois,por conta de um febre alta.
Fotografia de Kevin Carter
Escrito por Luiz Augusto Vianna Teixeira
Publicado no dia 06/12/2014
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevin_Carter
http://www.casadosfocas.com.br/kevin-carter-e-a-polemica-foto/


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